A PALAVRA IRREFRAGÁVEL: UMA BREVE ANÁLISE DE TINY ALICE, DE EDWARD ALBEE

Esther Marinho Santana

Resumo


O surgimento de Edward Albee em um contexto de significativa estagnação dos palcos norte-americanos desperta na crítica dramática nacional um eufórico senso de otimismo em seu talento em ascensão como revitalizador do cenário teatral contemporâneo. A recepção crítica de Tiny Alice (1964) – ora celebrada como a mais intrincada realização cênica em décadas, ora classificada como uma mera experiência presunçosa e inconsistente – macula a obra do dramaturgo, todavia, com tons de descrédito. A presente pesquisa em andamento sugere a inclusão da referida peça no centro do cânone albeeano, propondo que o seu aludido caráter turvo é, em verdade, uma convergência de temáticas e de traços estilísticos já previamente esboçados pelo autor, que seriam futuramente revisitados. Através da análise do material textual pretende-se privilegiar a investigação de sua arquitetura lingüística, dentro da qual as mais variadas realidades são fundadas ou destroçadas segundo a proficiência verbal dos personagens.

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