A aquisição do quantificador universal em português brasileiro

Danielle Patricia ALGAVE

Resumo


Esta pesquisa teve como objetivo dar continuidade à pesquisa que desenvolvemos no ano anterior - A aquisição do quantificador universal em português brasileiro: uma investigação preliminar de sua produção -, que visava investigar a aquisição do quantificador universal por crianças pequenas adquirindo o português brasileiro, através de um exame de sua produção em fala espontânea, partindo da hipótese inatista de aquisição da linguagem (Chomsky, 1986) e do quadro da semântica formal (Chierchia, 2003). Nesta etapa, nosso principal interesse é dar maior atenção às questões que envolvem a interpretação de sentenças nas quais haja interação entre um quantificador universal e um quantificador existencial. Nosso embasamento teórico está apoiado na proposta de Julgamento Simétrico (Philip, 1995), que considera a ordem linear na qual os elementos se arranjam na sentença em contraposição a Teoria do Isomorfismo (Musolino et al, 2000), que considera a estrutura hierárquica que as sentenças assumem e a noção de c-comando.
Verificamos, por meio de alguns experimentos previamente submetidos ao Comitê de Ética, qual a interpretação atribuída pelas crianças, com faixa etária entre 4 e 6 anos de idade, a sentenças encabeçadas por quantificadores universais onde haja interação entre este e um quantificador existencial.

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