Quem #SomosTodos? Reflexões sobre memória e identidade em uma hashtag

Deborah Pereira

Resumo


Este artigo propõe pensar como opera a hashtag #SomosTodos (exemplos: Somos Todos Amarildo, Somos Todos Maju, Somos Todos Brasil etc.) a partir da noção de memória metálica (ORLANDI, 1996) e noções de identidade propostas pelos sociólogos Bauman (2005) e Hall (2001). A proposta é refletir sobre o modo como os processos identitários – concebidos aqui como cada vez mais cambiantes e móveis – atuam dentro da discursividade digital e produzem efeitos no funcionamento das hashtags que, por sua inscrição na memória metálica, estão na ordem da quantidade, do reprodutível. O modo de (se) significar na história e as filiações dos sujeitos neste espaço digital marcado pelo metálico também é discutido neste trabalho.

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