‘Autoria’ no ritual telejornalístico

Autores

  • Renata Marcelle Lara Pimentel IEL/Unicamp

Resumo

O discurso telejornalístico é explorado neste estudo como um ritual de linguagem, e, por assim ser, sujeito a falhas, na perspectiva da Análise de Discurso francesa pecheutiana. O contato com o pensamento do historiador cultural Carlos Ginzburg levou a considerar, inicialmente, os detalhes como marcas significativas para a compreensão do funcionamento discursivo do telejornal. Tal peculiaridade apontou para a função-apresentador e apresentador-âncora como parte constituinte das condições de produção dos sentidos da notícia na abertura e finalização (do) ritual. Isso possibilitou esboçar o questionamento sobre se há espaços para a autoria desses lugares enunciativos e de que forma é possível ou se encontra apagada/interditada a autoria, discursivamente, na configuração da novidade no acontecimento ritual, que se dá na circulação, na relação com o tele-espectador. O percurso de análise reuniu rituais de abertura e finalização de três telejornais brasileiros de comunicação de massa, sendo o trajeto teórico-analítico corporificado na relação Althusser-Pêcheux-Foucault.

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Publicado

2011-01-04

Edição

Seção

Artigos