UM RITUAL PARA A CORPORREATIVAÇÃO

Maria Carolina Scartezini Cruz

Resumo


O presente artigo se propõe a tentar fazer de si uma situação que funcione como uma realização experimental (STENGERS, 2017) onde o conceito de corporreativação possa atuar como parceiro na invenção de si mesmo. Tomando como guias três obras de gêneros, épocas e lugares distintos – um ensaio sobre a relação entre mulheres e ficção de Virginia Woolf, A room of one’s own (2007), publicado pela primeira vez em 1929; um manual de bruxaria da bruxa e ativista Starhawk, The Spiral Dance (1999), publicado pela primeira vez em 1979; e um ensaio da filósofa das ciências Isabelle Stengers, Reativar o animismo (2017), publicado originalmente em 2012; se busca criar um método de trabalho em que seja possível encontrar a corporreativação em seu próprio meio – a ficção. Também serão convidadas como parceiras de experimentação algumas poetas que vieram ao encontro dessa escrita invocadas nos rituais de corporreativação dos quais a autora deste trabalho vem tomando parte desde abril de 2018.