SANTIAGO NAZARIAN: ESCRITA E PERFORMANCES

Carlos Henrique Vieira

Resumo


Este artigo pretende discutir o uso da performance autoral como uma das estratégias adotadas pelo escritor Santiago Nazarian para a sua inserção e consolidação no campo literário contemporâneo. Observa-se aqui o período em que foram publicados seus primeiros romances: Olívio (2003), A morte sem nome (2004) e Feriado de mim mesmo (2005). A análise é centrada nessas narrativas, pois elas representam o momento inaugural da carreira do escritor, assim como são nessas obras que a personagem-escritor, Thomas Schimidt, aparece efetivamente. Tal personagem, após a publicação dos romances, acabou sendo considerada uma espécie de alter ego do autor e foi confundida com a figura autoral que ele criou para si. Essa confusão entre a personagem-escritor e o seu autor foi, segundo a ideia defendida nesse trabalho, resultado do jogo performático do qual Nazarian se valeu para a construção de sua figura autoral. Destacando-se entre os elementos utilizados por ele a exploração das semelhanças com a personagem-escritor, a sua forte atuação midiática e a divulgação de peculiares fotografias inseridas em seus livros, assim como de uma biografia bastante incomum para um escritor.

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