PALÁCIOS DE PEDRA, PALÁCIOS DE PAPEL: A MEMÓRIA DO ANTIGO REGIME PORTUGUÊS EM ESCRITOS POÉTICOS

Milena Pereira Silva

Resumo


Muitos estudos em diversos campos do saber têm sido desenvolvidos sob a perspectiva multimodal e multidimensional fornecida pela memória. Dentre as múltiplas abordagens que fazem uso das teorias da memória como arcabouço teórico, destacam-se aquelas que buscam compreender de que maneira se institui a memória específica de um evento histórico. No presente artigo objetiva-se fazer uso das teorias acerca da Memória desenvolvidas por Paul Ricoeur (2007), principalmente no que tange à ideia de comemoração, para abordar um corpus de pesquisa constituído por alguns dos poemas que celebram a construção do Complexo de Mafra (1730), poemas estes que fazem parte da política de memória estabelecida por dom Luís V, rei que mandou erigir o monumento. Admitimos que tais poemas têm a função de comemorar a edificação do Complexo Arquitetônico de Mafra e, como fenômeno inserido nos rituais de comemoração, se encontram no âmbito da memória coletiva.

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