A PROMESSA INFELIZ [A TAREFA-DESEJO DE NANCY HUSTON]

Luís Fernando Protásio

Resumo


A reflexão pós-moderna questiona a possibilidade de um significado transcendental e problematiza a distinção radical entre os termos, colocando a tradução como processo fundamental a partir do momento em que a entende como acontecimento. Entretanto, quando se trata do processo de autotradução, que coloca em cena outras variantes, tais como bilinguismo e identidade, o que parece haver é uma repetição do “discurso essencialista” que essa mesma reflexão critica, uma reafirmação da “fantasia logocêntrica” que problematiza. Tomando como exemplo o caso da escritora canadense Nancy Huston, este trabalho objetiva refletir sobre algumas questões levantadas pelo processo de autotradução e revelar de quais maneiras o discurso sobre tal processo acaba por reafirmar a possibilidade do significado transcendental e, consequentemente, por legitimar a famigerada oposição entre original e tradução – contradizendo, portanto, as reflexões teóricas que afirma.

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