ROBERTO PIVA: APROPRIAÇÕES E CRIAÇÕES POÉTICAS

Marcelo Antonio Milaré Veronese

Resumo


Este artigo constitui uma rápida apreciação sobre algumas das principais apropriações literárias na poesia de Roberto Piva (1937-2010), visando mapear seu fazer-poético que, por vezes, se constrói dialogicamente através de autores e obras de tempos diversos. O caráter artístico/experimental aplicado com rigor ao longo de sua poética revela um comportamento “maldito” afinado com os ideários da contracultura. Daí sua relação com a Beat Generation, mas que passa também por essa literatura (Allen Ginsberg), além de ter afinidades intrínsecas com outras leituras e apreciações de arte, principalmente entendidas como transgressão e “iluminação” corporal e espiritual. Neste sentido, as referências aos estudos de Mircea Eliade, bem como a leitura infernal de Dante, por parte de Piva, surgem como base para o desenvolvimento de sua poesia xamânica. A “aplicação” das fontes literárias em sua poesia e vida sempre foi e é, a um só tempo, releitura e criação abertas a novas interpretações.

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