ENTRE O CAOS E O ABSURDO: UMA TEORIA PARA VERGÍLIO FERREIRA

Álisson Alves da Hora

Resumo


Este artigo tem como objetivo analisar os caminhos teóricos que permeiam a construção ficcional dos romances Estrela polar (1962) e Alegria breve (1965), do romancista português Vergílio Ferreira. O objetivo principal é observar o quanto a leitura empreendida por ele das correntes fenomenológico-existencialistas — notadamente de Jean-Paul Sartre e Maurice Merleau-Ponty — foram importantes para a concepção de ambos os romances. Dessa feita, discutimos, no início da dissertação, conceitos-chave da terminologia fenomenológica, como espaço, tempo, memória e o estatuto do corpo. Ainda assim, outras discussões foram importantes para o caminho crítico por nós empreendido, como a questão da representação e a crítica feita por Vergílio Ferreira ao movimento neorrealista português, bem como o estabelecimento de um mundo fundado na ucronia, o que deixa em evidência o caráter caótico e absurdo do mundo. Partindo de tais conceitos, procuramos responder os questionamentos que cercam a construção ficcional das obras em análise.

Texto completo:

PDF