EM DIREÇÃO A UMA ABORDAGEM NÃO-LEXICALISTA PARA A SINTAXE

Pablo Picasso Feliciano de Faria

Resumo


Neste artigo, faço uma discussão preliminar sobre o que considero como indicações de um movimento teórico – no âmbito dos modelos chomskianos (cf. Chomsky, 1986, e posteriores) – em direção a um modelo de gramática em que o léxico não precede a sintaxe, i.e., o sistema simbólico da linguagem não operaria sobre itens lexicais (mesmo se interpretados como “pacotes de traços”1) mas, sim, sobre elementos “menores”, p.e., raízes lexicais e morfemas funcionais (cf. Harley & Noyer, 1999) ou traços elementares (cf. Starke, 2011). Tais propostas vem de encontro a problemas específicos dos modelos chomskianos. No primeiro caso, oferecer um tratamento alternativo para processos morfológicos e, no segundo, uma possível solução para a noção de parâmetro. Estas abordagens apontam para numa direção comum e resultam do pressuposto de que pelo menos parte do processamento lexical precisa ser pós-sintático. São algumas consequências deste pressuposto que pretendo discutir aqui.

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