DYONELIO MACHADO, JOAQUIM NABUCO E JOSÉ DE ALENCAR: “INTÉRPRETES DO IMPÉRIO”

Fernando Simplício dos Santos

Resumo


Em primeiro lugar, a meta deste artigo é resgatar algumas considerações de José de Alencar (1829-1877) e de Joaquim Nabuco (1849-1910) acerca do regime escravocrata no Brasil, a partir de uma análise das obras Cartas a favor da escravidão (1867) e O abolicionismo (1884), respectivamente do primeiro e do segundo autor. Em outro patamar significativo, a proposta é averiguar a maneira pela qual a questão em torno da escravatura está delineada no romance Deuses econômicos (1966), de Dyonelio Machado (1895-1985). Assim, este trabalho visa problematizar os pontos de vista de cada um desses intérpretes, sobretudo interligando certa lógica de dominação a um ideal em torno da concepção de civilização.

Palavras-chave: Deuses econômicos; Joaquim Nabuco e José de Alencar; escravidão antiga e moderna.

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