De demônios e analogias

Sheyla Cristina Smanioto Macedo

Resumo


Pela constatação da fragilidade do discurso que aponta um movimento de desrealização na poesia moderna, pretendemos ler o poema “Le démon de l’Analogie” (Mallarmé), não como perda ou errância sem chegar a lugar algum em um labirinto de símbolos, mas como significativa insistência na iminência da significação. Apontamo-lo como teatralização de um ensaio da significação, tentando superar as estratégias de leitura que buscam determinar correspondências simbólicas, pela situação do poema como emblema mesmo desta significação sempre iminente, em que todo signo é penúltimo.

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