As redes do rap: (des)construindo caminhos para a liberdade de expressão

Mariana Santos de Assis

Resumo


A relação entre o rap engajado e as mídias é conflituosa e o interesse mercadológico nessa produção cultural não aumentou tanto assim os espaços destinados à divulgação do estilo. As grandes mídias parecem empreender um rigoroso processo seletivo para dizer quais raps podem ou não estar na TV e chegar a todos os públicos. Entendendo que seus discursos, suas apreciações e entoações acerca dos conteúdos temáticos abordados são determinantes para definir esses lugares, podemos explicar porque uma grande parcela desses artistas continua fora desse circuito. Mas, ainda assim fazem parte do repertório da maioria dos jovens de periferia e contribuem para sua formação. Com o objetivo de discutir o fenômeno de divulgação‘independente’ do rap, ressaltando a importância das mídias alternativas para a independência cultural das populações das periferias, nos propomos a apontar alguns meios utilizados por esses artistas para manter sua arte viva e atuante a despeito das limitações impostas pelas mídias de massa e pela indústria cultural.

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